O Trabalho na Construção da Dignidade Humana.

                Atualmente, vivendo-se em um mundo que gira em torno do capital, é indispensável o trabalho. Não somente pela renda, mas também, porque a sociedade vê com melhores olhos aquele que trabalha.

                O trabalho, como fonte de sustentação domiciliar, para a ajuda de instituições, e também para o prazer daquele que ganha, é algo muito bem visto, simplesmente pelo motivo de que você não está tirando nada de ninguém. Trabalhar não é roubo, assim como o delito cometido por assaltantes não é emprego.

Embora nada supere, que ao ir trabalhar, você sinta prazer disso. Confúcio disse que ao escolher um trabalho que goste, não teríamos que trabalhar um dia sequer em nossas vidas. Ouve-se falar em todos os lugares que temos que unir o útil e o agradável, o dinheiro com o que se gosta de fazer. Só assim, seríamos bem sucedidos financeiramente, e pessoalmente. Nathalie Trutmann, no livro “Manual para Jovens Sonhadores”, deixou bem claro a opinião dela em respeito disso. Mesmo que o que você goste de fazer não dê muito dinheiro, o fato de você trabalhar com isso fará com que se ascenda no trabalho de forma mais rápida. Pessoas que escolhem um emprego pelo salário, terão mais dificuldades de crescer profissionalmente.

Além de tudo, o trabalho molda a humanidade. Ensina valores que são passados de pais, para filhos, como a importância do dinheiro, e como o usar. Quando se passa bem mais da metade da vida trabalhando para se manter, a pessoa aprende a não gastar de forma rápida, fazendo o dinheiro, até mesmo, render e durar mais.

Como vai ser utilizado, principalmente, depende do quão dedicado a ser bem sucedida essa pessoa possa ser. Quem trabalha, presentemente, é bem visto pelos outros cidadãos, e até mesmo, invejado. Por morarmos em um país em que a desigualdade social é colossal, aqueles que têm pouco invejam os que têm, mesmo não sendo muito, porque essa pessoa tem um trabalho.

E como disse Einstein, “o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”, então é estritamente necessário dedicarmos ao trabalho, para termos momentos recompensadores ao longo da jornada.

Miss Allecram Reggiani

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Pale Blue Dot

“Olhem de novo para esse ponto. Isso é a nossa casa, isso somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um dos que escutamos falar, cada ser humano que existiu, viveu a sua vida aqui. O agregado da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões autênticas, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e colheitador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilização, cada rei e camponês, cada casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada mestre de ética, cada político corrupto, cada superestrela, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu aí, num grão de pó suspenso num raio de sol.

A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores dalgum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.

As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são reptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios.

A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que alberga a vida. Não há mais algum, pelo menos no próximo futuro, onde a nossa espécie puder emigrar. Visitar, pôde. Assentar-se, ainda não. Gostarmos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.

Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido.” — Carl Sagan

The Perfect Man

O meu tipo de homem perfeito, não é aquele que me manda flores e que lembra de todas as datas que tem algo relacionado com a gente.

Ele não pode concordar com tudo o que eu disse, e nem me achar a mulher mais maravilhosa do mundo.

Ele tem que ser bem humorado, e me fazer rir até durante as nossas brigas.

Eu vou entender quando ele quiser sair com os amigos dele, mas ele terá que entender que eu também tenho esse mesmo direito.

Ele não pode ser muito parecido comigo, ele tem que ser calmo enquanto eu estiver com vontade de matar alguém.

Ele não precisa ser bombado, nem forte, eu adoro gente alta e magrela!

Ele pode ser tatuado ou usar alargadores médios nas orelhas, nem ligo. Mas quero que na hora do aperto, ele me abrace e cante para mim.

Não importa se ele for branco, preto ou pardo, ou até mesmo tiver uma tonalidade de cor semelhante ao dos Simpsons. Nem tenho preferência por ruivos, loiros os morenos. Só peço que ele sente comigo na grama em uma noite estrelada para observar o Universo.

E entenda quando eu não der atenção a ele enquanto eu estiver digitando furiosamente uma nova história. Ao invés de ficar chateado, ele pode aproveitar o tempo e sair, mas quando voltar que esteja sóbrio, e com uma fatia de bolo na mão para mim.

Eu vou entender se ela não quiser, ou não souber dirigir, qualquer coisa, andamos de bicicleta.

Quero que ele sente ao meu lado enquanto assisto One Piece ou Cavaleiros do Zodíaco. E enxugue as minhas lágrimas que cairão na morte do Shaka.

Espero que quando ele me ver lendo Harry Potter ele não diga nada como: “Você não cansa?” ou “Para de ler esses livros infantis!”. E ao invés disso ele pergunte: “Depois de todo esse tempo?” para eu responder toda pomposa “Sempre”.

Ela não precisa nem gostar de futebol, só precisa deixar eu ir para o estádio torcer, e deixar eu influenciar os nossos futuros filhos nisso.

Sobretudo, ele tem que ser canhoto, e me amar muito, afinal, não é fácil lidar com uma pessoa como eu, que prefere abraços a beijos, que é um pouco estressada, que não gosta muito de sair, é orgulhosa e irônica, e que fica até as quatro da manhã escrevendo textos que ninguém nunca irá ler, sabendo que será sempre eu, e minhas palavras cuspidas para dentro de um bloco de anotações.

Allecram Reggiani